AGORA É LEI: Conta de luz gratuita para famílias de baixa renda que consomem até 80 kWh por mês
Nova legislação garante isenção total na conta de energia para famílias inscritas no Cadastro Único, ampliando o acesso à eletricidade e combatendo a pobreza energética em todo o país.
- Por Redação
- Porto Velho
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A conta de energia elétrica será gratuita para milhões de famílias de baixa renda em todo o Brasil. A nova lei, sancionada pelo governo federal, transforma a antiga Tarifa Social de Energia Elétrica e garante isenção total da fatura para quem consome até 80 kWh por mês, desde que esteja inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) e atenda aos critérios de renda.
A medida é considerada um avanço na política de combate à pobreza energética, ao garantir que o acesso à eletricidade, serviço essencial, seja mantido mesmo para quem enfrenta dificuldades financeiras.
Benefício garantido por lei
De acordo com o texto aprovado, terão direito à gratuidade:
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Famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até meio salário-mínimo por pessoa;
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Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC);
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Famílias com pessoa dependente de equipamentos elétricos para tratamento de saúde, desde que a renda total não ultrapasse três salários-mínimos;
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Comunidades indígenas, quilombolas e moradores de sistemas elétricos isolados, especialmente na Região Norte.
O benefício é concedido apenas para a residência principal da família. Para manter a isenção, o consumo mensal não pode ultrapassar o limite de 80 kWh.
Mudanças em relação à tarifa anterior
Antes da nova lei, a Tarifa Social oferecia descontos progressivos, que variavam de 10% a 65%, conforme o consumo. Agora, o desconto é de 100%, zerando o valor da energia elétrica para quem se enquadra nos critérios.
A isenção, no entanto, não inclui encargos como a contribuição de iluminação pública e impostos estaduais (ICMS), que poderão continuar sendo cobrados conforme a legislação local.
Custeio e impacto social
O programa será financiado pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo setorial que mantém subsídios para o setor elétrico. O objetivo é garantir a sustentabilidade financeira da medida sem comprometer o fornecimento de energia.
Estima-se que mais de 4,5 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade sejam diretamente beneficiadas. A partir de 2026, o benefício será ampliado, incluindo isenção parcial para famílias com renda de até um salário-mínimo e consumo de até 120 kWh/mês.
Acesso à energia como direito social
Com a sanção, o Brasil dá um passo importante no reconhecimento do acesso à energia elétrica como direito básico de cidadania. A medida reforça o compromisso do Estado com a inclusão social e o combate à desigualdade, especialmente nas regiões mais carentes.
Órgãos federais, estados e distribuidoras de energia devem agora ajustar seus sistemas para identificar automaticamente as famílias elegíveis e garantir que nenhuma residência em vulnerabilidade fique sem luz.
A nova lei é uma conquista histórica que promete trazer mais dignidade, conforto e segurança às famílias que mais precisam — tornando a energia elétrica um bem acessível a todos.
