
Crise do lixo em Porto Velho: vereadora cobra rompimento de contrato e denuncia “serviço porco” prestado à cidade
A crise do lixo em Porto Velho chegou oficialmente à Câmara Municipal e, desta vez, com um tom de indignação. Durante a sessão desta semana, a vereadora Sofia Andrade (PL) fez um duro discurso sobre a atual situação da coleta e limpeza urbana da capital, classificando o serviço como “porco” e “assustador”.
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Sofia lembrou que, antes da troca da empresa responsável, o serviço vinha sendo bem executado. “Eu moro em um ramal distante do centro, tenho o meu espetinho e também gero resíduo aqui na cidade. Nunca, nos 12 anos que moro em Porto Velho, vi tão bem executado o serviço como desde quando essa empresa começou a atuar”, afirmou.
A vereadora criticou o imbróglio judicial que resultou na substituição da antiga prestadora por uma nova empresa, que, segundo ela, não demonstra condições de manter o contrato. “O que me espanta é como uma empresa que não tem capacidade para prestar o serviço faz um auê desse tamanho para assumir um contrato que ela não consegue cumprir”, disparou.
Sofia relatou ter percorrido bairros e distritos para fiscalizar a situação da coleta e classificou o cenário como “um caos”. “Se eles não estão conseguindo recolher o lixo aqui do lado da Câmara, imagine nos distritos. É inadmissível”, afirmou, reforçando que os bairros mais afastados e mais pobres são os mais esquecidos na limpeza.
A vereadora também questionou o critério utilizado pela prefeitura para definir as regiões atendidas e cobrou uma resposta imediata da gestão municipal. “Se a empresa não está dando conta de cumprir o contrato, além da multa, por que não rescindir o contrato? Porque um serviço bilionário como esse precisa ter uma cláusula clara: se não cumpre, não continua”, defendeu.
O tom firme de Sofia ecoou o sentimento de muitos moradores que, nas últimas semanas, têm usado as redes sociais para denunciar o acúmulo de lixo em diversos pontos da cidade. O problema, que antes parecia restrito a bairros periféricos, agora se espalha também por áreas centrais.
“Não é possível aceitar que Porto Velho esteja vivendo uma das piores crises de limpeza da sua história. O cidadão paga seus impostos e merece, no mínimo, dignidade. Não dá para continuar assistindo essa sujeira tomando conta da nossa cidade”, finalizou
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