
Durante a sessão desta semana na Câmara Municipal de Porto Velho, a vereadora Sofia Andrade (PL) fez um pronunciamento contundente sobre a lentidão do Executivo em encaminhar projetos estruturados na área de segurança pública, especialmente relacionados à Atividade Delegada e à criação da Guarda Municipal Armada.
Indignada, a parlamentar lembrou que o ano se aproxima do fim e, ainda assim, a Câmara segue votando “remendos” enviados pela Prefeitura. “Em novembro a gente ainda tá votando remendo da atividade delegada. Não era pra isso estar acontecendo. A gente está com quase um ano de gestão e ainda está vindo com certos projetos de lei pra essa Casa”, criticou.
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Sofia destacou que, enquanto o Executivo envia propostas incompletas, os anteprojetos construídos pelos próprios vereadores chegam “redondos” para análise. Ela mencionou o anteprojeto da Guarda Municipal Armada, elaborado em seu gabinete e protocolado em 4 de janeiro, com todos os elementos necessários para implementação imediata.
“O anteprojeto que saiu de dentro do meu gabinete saiu redondo. Ele saiu com convênio com o Governo do Estado, com a Polícia Federal, com a lei complementar da Corregedoria e da Ouvidoria”, afirmou. Ela lembrou ainda que outros vereadores como Pedro Geovar, Nilton Souza e Breno Mendes apresentaram anteprojetos completos, reforçando que o Legislativo fez a sua parte.
A vereadora reclamou que, mesmo sendo presidente da Comissão de Segurança Pública, nenhum dos projetos ou ajustes enviados pelo Executivo ao longo do ano passou pela comissão. “Nenhum projeto e nenhum remendo veio pra minha comissão”, pontuou, classificando a situação como inaceitável.
Sofia também criticou as constantes promessas de avanço na Atividade Delegada, que seguem sem desfecho concreto. “Fica aquele ‘agora vai, agora vai’, e já passou do aceitável. Isso já está ficando chato”, disse. Segundo ela, a demora prejudica a população e desgasta os vereadores, que seguem cobrados nas ruas.
Ao concluir, a parlamentar reforçou que, se o Executivo tivesse aproveitado o anteprojeto elaborado em janeiro, Porto Velho já poderia estar abrindo concurso público para formação da Guarda Municipal. “Se ele tivesse pego meu anteprojeto, essa hora já estava abrindo concurso”.
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