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Alero promove ato “Por todas que não voltaram” em protesto contra o feminicídio
Ato da Procuradoria Especial da Mulher chama a atenção para 10.327 ocorrências de violência em Rondônia em 2025.
09/12/2025 15h13 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Fonte: ALE-RO

Em um gesto de luto e apelo por justiça, a Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), através da Procuradoria Especial da Mulher (PEM), promoveu nesta terça-feira (9) o movimento denominado “Flash Mob” nas escadarias do prédio. O evento, que teve como tema “Por todas que não voltaram”, reuniu servidores e a população para lembrar das vítimas de feminicídio.

Foto: Reprodução/ALE-RO

Movimento denominado “Flash Mob” nas escadarias do prédio (Foto: Divulgação)

Ao fazer uso da palavra, a deputada estadual e procuradora especial da Mulher, Ieda Chaves (União Brasil), enfatizou que “não é um simples ato, é um grito coletivo, um chamado por respeito, por direitos e por justiça”.

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Deputada estadual  Ieda Chaves (União Brasil) nas escadarias do predio da Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) (Foto: Divulgação)

“Nós estamos aqui para lembrar que todas as mulheres que não voltaram precisam ser lembradas, honradas e protegidas na nossa atuação política. Cada passo que damos, cada luta que travamos, cada lei que defendemos tem o objetivo de impedir que outras histórias sejam interrompidas,” declarou.

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“Flash Mob” nas escadarias do prédio da Assembleia Legislativa de Rondonia (Fonte: Divulgação)

Como parlamentar ativa no combate à violência contra o sexo feminino, Ieda Chaves reiterou seu compromisso: “Eu sigo trabalhando todos os dias para fortalecer políticas públicas, ampliar a rede de proteção e garantir que nenhuma mulher esteja sozinha”.

Os dados

O ato buscou sensibilizar a população com dados alarmantes. Segundo o Observatório de Segurança Pública, da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania de Rondônia (Sesdec), foram registradas 10.327 ocorrências de violência contra a mulher no estado entre 1º de janeiro e 3 de novembro de 2025.

Foto: Reprodução/ALE-RO

Escadarias do prédio da Assembleia Legislativa de Rondonia (Fonte: Divulgação)

A procuradora destacou a dimensão humana por trás dos números. “Esse número não é apenas uma estatística. Ele tem nome, tem rosto, tem dor. Cada registro representa uma mulher que precisou pedir socorro, proteção, acolhimento… e, muitas vezes, não encontrou a tempo”.

Ato silencioso

Ao final do protesto, mulheres e homens vestidos de preto e que retiraram seus calçados, uniram-se em um apelo incisivo: “Violência não é destino. Violência é crime. Nenhuma a menos!”

Texto: Etiene Gonçalves | Jornalista
Foto: Thyago Lorentz  l Secom ALE/RO
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