Dois policiais militares de Rondônia foram condenados à perda da função pública após decisão da Justiça que reconheceu a participação deles em um esquema de agiotagem investigado na Operação “Soldados da Usura”. Com a medida, os agentes deixam de integrar oficialmente a corporação.
A investigação apontou que os militares faziam parte de um grupo envolvido em empréstimos ilegais com cobrança de juros abusivos. O caso foi apurado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Rondônia, após denúncias que chegaram à Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
Segundo as apurações, o grupo investigado teria utilizado ameaças e outros métodos de pressão para cobrar dívidas, além de atuar em crimes como extorsão, lavagem de dinheiro e estelionato. A operação também revelou movimentações financeiras milionárias e levou ao cumprimento de mandados em diferentes estados.
A Operação Soldados da Usura foi deflagrada pelo Ministério Público de Rondônia e contou com apoio de órgãos de segurança. Na primeira fase, foram cumpridas prisões e buscas contra suspeitos de integrar a organização criminosa, que teria atuação em Rondônia e outros estados brasileiros.
Com a decisão judicial, os policiais condenados perdem o direito de permanecer nos quadros da Polícia Militar e deixam de exercer a função pública.
A corporação informou, na época das investigações, que não compactua com desvios de conduta e que medidas disciplinares são adotadas sempre que integrantes são envolvidos em práticas incompatíveis com o serviço policial.