A Polícia Civil de Rondônia, com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), identificou os três suspeitos de envolvimento no ataque a tiros que deixou duas pessoas mortas e outras duas feridas no bairro Teixeirão, na zona Leste de Porto Velho. Dois investigados seguem foragidos e tiveram as imagens divulgadas pelas autoridades nesta sexta-feira (10).
O crime aconteceu na noite de 5 de julho, em frente a uma residência na Rua Peridoto, no residencial Cristal da Calama. As vítimas estavam reunidas no local quando foram surpreendidas por homens armados, que efetuaram diversos disparos.
No atentado, Jequisson Pantoja de Lima morreu ainda no local. Bruno Santos de Souza chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Outras duas vítimas, identificadas como Antonio Ferreira Ribeiro e Solange Aguiar de Souza, sobreviveram ao ataque.
De acordo com a 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (2ª DHPP), as investigações apontam que a motivação do crime está ligada à disputa por território entre organizações criminosas que atuam na capital.
Após o avanço das investigações, a Polícia Civil representou pela prisão temporária de três suspeitos, com pedido aceito pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho. Também foram expedidos mandados de busca e apreensão.
Os investigados são:
Rodrigo Soares Souza Silva, conhecido como "Tuba" ou "Playboy";
Ícaro Henrique Souza de Oliveira;
Ivan Guilherme da Silva Desmoni.
Durante a operação realizada nesta sexta-feira, os mandados de busca foram cumpridos. No entanto, Rodrigo Soares Souza Silva e Ícaro Henrique Souza de Oliveira não foram localizados e permanecem foragidos da Justiça.
Já Ivan Guilherme da Silva Desmoni estava preso por outros procedimentos criminais e teve o mandado de prisão temporária cumprido no sistema prisional.
A Polícia Civil divulgou as imagens dos dois foragidos e solicita que qualquer informação sobre o paradeiro deles seja repassada, de forma anônima, pelos canais oficiais da instituição. O órgão garante o sigilo da identidade dos denunciantes.
Segundo a corporação, a ação reforça o trabalho integrado entre a Polícia Civil e a FICCO no combate às organizações criminosas e na elucidação de crimes contra a vida em Rondônia.