A Justiça de Rondônia determinou a revogação das prisões preventivas de Rogério Gago da Silva e Reginaldo Correia de Lima, investigados na Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no último dia 9 de julho, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público de Rondônia (MPRO).
A decisão foi proferida na segunda-feira (28), durante a fase de investigação do caso. A revogação das prisões não representa absolvição dos investigados nem o encerramento do processo, que segue em tramitação na Justiça.
Rogério Gago da Silva ocupava o cargo de secretário-geral da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) e, segundo a investigação, era um dos principais responsáveis pela estrutura administrativa da Casa. Ele também era apontado como um dos auxiliares de maior influência do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Alex Redano (Republicanos).
Também foi beneficiado pela decisão judicial Reginaldo Correia de Lima, conhecido nos bastidores políticos como “Negão do Redano”.
Operação investiga suposta organização criminosa
De acordo com a Polícia Federal, a Operação Reduto apura a atuação de uma suposta organização criminosa investigada por possíveis crimes contra a administração pública. Uma das principais linhas de investigação envolve o suposto desvio de recursos públicos por meio de contas bancárias de servidores comissionados da Assembleia Legislativa, em um esquema conhecido popularmente como “rachadinha”.
As investigações tiveram início em 2024, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificarem movimentações financeiras consideradas suspeitas.
A operação foi cumprida em julho deste ano, com mandados de busca e apreensão e prisões preventivas autorizadas pela Justiça. As investigações continuam para apurar a participação dos envolvidos e eventual responsabilidade criminal dos investigados.