Uma força-tarefa iniciada nesta sexta-feira (31) mobilizou apenados do sistema prisional para remover pichações associadas a facções criminosas em conjuntos habitacionais de Porto Velho. A ação é coordenada pela Polícia Militar de Rondônia (PMRO), em parceria com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), e tem como objetivo eliminar símbolos utilizados por organizações criminosas para intimidar moradores e marcar território.
Os trabalhos consistem na pintura de muros, fachadas e áreas comuns dos residenciais que haviam sido pichados com siglas e inscrições ligadas ao crime organizado. Além de melhorar o aspecto visual dos condomínios, a iniciativa busca reforçar a sensação de segurança da população e reduzir a presença de mensagens que representam o domínio de facções em determinadas localidades.
De acordo com as forças de segurança, os apenados participantes da operação atuam sob escolta e acompanhamento permanente de policiais penais e militares. A utilização da mão de obra integra programas de ressocialização previstos na legislação, permitindo que pessoas privadas de liberdade desenvolvam atividades de interesse público durante o cumprimento da pena.
Combate à influência das facções
As pichações são consideradas pelas autoridades um instrumento de demonstração de poder das organizações criminosas, servindo para demarcar áreas de atuação e causar intimidação entre moradores. Ao remover essas marcas, o Estado busca enfraquecer a visibilidade das facções e recuperar espaços públicos para a comunidade.
Segundo a Polícia Militar, a estratégia faz parte de um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento da criminalidade organizada, que inclui operações ostensivas, reforço do policiamento e ações integradas com outros órgãos de segurança pública.
Ações devem continuar
A expectativa é que a iniciativa seja ampliada para outros bairros e residenciais populares da capital onde também foram identificadas pichações relacionadas a grupos criminosos. As intervenções serão realizadas conforme o planejamento das forças de segurança, priorizando áreas consideradas mais sensíveis à atuação das facções.