A Construtora Etam foi habilitada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para executar a repavimentação de mais um trecho da BR-319, rodovia que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM). A empresa apresentou proposta de R$ 205,4 milhões para recuperar 36,5 quilômetros da estrada, no chamado Trecho do Meio, localizado no município de Manicoré (AM).
A habilitação faz parte do processo licitatório e ainda não representa a contratação definitiva. As demais empresas participantes podem recorrer da decisão até o dia 5 de agosto. Somente após o encerramento dessa etapa o DNIT poderá concluir a contratação da vencedora.
O trecho corresponde ao Lote 3, entre os quilômetros 433,1 e 469,6. O valor ofertado pela construtora ficou cerca de 2,5% abaixo do orçamento de referência estabelecido pelo DNIT para a execução da obra.
Caso a habilitação seja confirmada, a Etam ampliará sua participação nas obras da BR-319. Em maio deste ano, a empresa já havia vencido a licitação do Lote 4, com extensão de 120,5 quilômetros e contrato estimado em aproximadamente R$ 362 milhões. Somados, os dois contratos poderão alcançar cerca de 157 quilômetros de recuperação da rodovia e investimentos superiores a R$ 567 milhões.
Durante a análise das propostas, o DNIT informou que outras 14 empresas foram inabilitadas por não atenderem às exigências previstas no edital. O processo do Lote 3 também passou por uma reavaliação após a desclassificação da empresa que havia sido inicialmente habilitada, o que levou o órgão a convocar as concorrentes seguintes na ordem de classificação.
Considerada estratégica para a integração da Região Norte, a BR-319 é a única ligação terrestre entre Rondônia e Amazonas. O chamado Trecho do Meio, com aproximadamente 405 quilômetros, concentra os principais desafios de infraestrutura da rodovia e também enfrenta, há anos, disputas relacionadas ao licenciamento ambiental. Mesmo diante dos impasses, o governo federal mantém o cronograma de recuperação da estrada, considerada fundamental para o transporte de pessoas e o escoamento da produção entre os dois estados.