Polícia GARIMPO ILEGAL
PF deflagra nova fase de operação contra crimes ambientais e lavagem de dinheiro em terra indígena de Rondônia
Mandados são cumpridos em três estados; Justiça determinou uso de tornozeleiras eletrônicas, buscas e sequestro de bens ligados a prejuízo ambiental estimado em mais de R$ 11 milhões.
04/08/2026 16h00
Por: Redação Fonte: Polícia federal

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), a segunda fase da Operação Olhos Fechados, que investiga um esquema de garimpo ilegal, crimes ambientais, usurpação de bens da União e lavagem de dinheiro relacionados à exploração clandestina em terra indígena localizada em Rondônia.

Ao todo, 91 policiais federais cumprem 22 mandados de busca e apreensão nos estados de Rondônia, Mato Grosso e São Paulo. As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Mato Grosso. 

Além das buscas, a Justiça Federal determinou o monitoramento eletrônico de 17 investigados por meio de tornozeleiras e autorizou o sequestro de bens e valores até o limite do prejuízo ambiental apontado em laudo pericial da primeira fase da operação, estimado em mais de R$ 11 milhões. 

Segundo a Polícia Federal, a primeira etapa da Operação Olhos Fechados teve como foco pessoas responsáveis por viabilizar e lucrar com a atividade garimpeira em áreas protegidas. Nesta nova fase, as investigações avançam sobre os líderes dos núcleos de exploração ilegal e sobre o suposto esquema de ocultação e dissimulação dos recursos obtidos com a atividade criminosa. 

As investigações apuram a atuação de uma organização criminosa envolvida na exploração ilegal de recursos minerais em terra indígena, prática que causa impactos ambientais, danos ao patrimônio da União e ameaça comunidades tradicionais. A apuração também busca identificar o caminho percorrido pelo dinheiro obtido com o garimpo clandestino, apontando possíveis mecanismos de lavagem de capitais. 

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal dos participantes do esquema.