A Polícia Civil de Rondônia intensificou o combate aos golpes do falso financiamento e deflagrou a 3ª fase da Operação Contemplados. A ação, coordenada pela Delegacia Especializada em Crimes Contra o Consumidor (DECCON), já resultou na prisão de um investigado e mantém outros dois suspeitos foragidos.
Nesta etapa da operação, a Justiça expediu quatro mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva. Um dos alvos foi localizado, preso e levado à unidade policial, onde prestou depoimento e foi formalmente indiciado. Os outros dois investigados não foram encontrados e seguem sendo procurados pelas equipes da Polícia Civil.
Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava publicidade enganosa para atrair consumidores com promessas de crédito rápido, aprovação facilitada e liberação imediata de dinheiro para aquisição de veículos, imóveis e outros bens.
No entanto, ao invés de contratar um financiamento, as vítimas acabavam assinando contratos de consórcio sem terem conhecimento da real modalidade do serviço. A estratégia, segundo a Polícia Civil, explorava a falta de informações claras e induzia consumidores ao erro, impedindo o acesso imediato aos recursos prometidos e causando prejuízos financeiros.
De acordo com a DECCON, a terceira fase da Operação Contemplados busca aprofundar a coleta de provas, identificar todos os envolvidos no esquema, interromper a atuação da organização e garantir a reparação dos danos causados às vítimas.
As investigações continuam sob sigilo. A Polícia Civil reforça que os investigados têm direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência durante todo o processo.
Polícia orienta consumidores
Diante do aumento desse tipo de golpe, a Polícia Civil orienta a população a redobrar a atenção antes de contratar qualquer operação financeira. A recomendação é ler atentamente o contrato para verificar se o serviço oferecido é realmente um financiamento ou um consórcio, desconfiar de propostas que prometem crédito imediato sem análise e buscar orientação junto ao Procon ou ao Banco Central em caso de dúvidas.
A Polícia Civil também pede que pessoas que acreditam ter sido vítimas desse tipo de fraude procurem uma unidade policial para registrar ocorrência e colaborar com as investigações.