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Sofia Andrade defende trabalho obrigatório para presos e se posiciona contra projeto que prevê salário de R$ 1.500 com dinheiro público

Diante desse cenário, a vereadora defende que o trabalho dentro do sistema prisional deve existir, mas como forma de compensação à sociedade, e não como geração de renda paga pelo poder público.

01/04/2026 às 17h10
Por: Redação Fonte: Redação
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Sofia Andrade defende trabalho obrigatório para presos e se posiciona contra projeto que prevê salário de R$ 1.500 com dinheiro público

A vereadora Sofia Andrade (PL) se posicionou de forma firme durante sessão realizada nesta terça-feira na Câmara Municipal de Porto Velho, ao comentar um anteprojeto que prevê o pagamento de um salário de R$ 1.500 para presidiários que atuarem em atividades de trabalho.

Durante sua fala, a parlamentar reconheceu a importância da proposta no que diz respeito à ressocialização, destacando que o trabalho é essencial para preparar os detentos para o retorno à sociedade. No entanto, a vereadora fez uma ressalva clara em relação ao pagamento pelo trabalho realizado por esses detentos. Para Sofia Andrade, permitir que presos trabalhem pode ser positivo, desde que isso não gere custos adicionais ao contribuinte. Ela argumenta que o sistema prisional já representa um alto custo para a população e que, portanto, o trabalho deveria ser uma forma de compensação, e não mais uma despesa pública.
Durante o discurso, a parlamentar reforçou que o preso “já come, dorme e vive às custas do cidadão” e que, diante disso, o trabalho deveria ser encarado como uma obrigação, não como uma atividade remunerada. Na avaliação dela, os detentos deveriam contribuir para reduzir os custos que geram ao Estado e à sociedade.

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Esse argumento é reforçado por dados recentes. Levantamento divulgado pelo Metrópoles aponta que o custo mensal de um preso pode variar entre R$ 1 mil e R$ 4 mil nos estados, com média nacional superior a R$ 2,3 mil. Já a CNN Brasil mostrou que os gastos federais com penitenciárias atingiram, em 2023, o maior nível dos últimos quatro anos.

Diante desse cenário, a vereadora defende que o trabalho dentro do sistema prisional deve existir, mas como forma de compensação à sociedade, e não como geração de renda paga pelo poder público. “Se o preso já tem custo para o cidadão, o trabalho deveria ser uma obrigação”, argumenta.

Apesar de apoiar o objetivo de ressocialização, Sofia Andrade reforçou que é contra o pagamento de salário de R$ 1.500 para detentos, defendendo que a medida pode ampliar os gastos públicos sem retorno proporcional para a população.

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