
À medida que avançam as investigações sobre a morte do aposentado Odair Brustolin, de 68 anos, novos episódios envolvendo a estudante de Medicina Vitória Caroline Marangoni Schneider, presa preventivamente após invadir uma residência com um carro em Porto Velho, ajudam a traçar um histórico de ocorrências que antecederam o crime.
Além da prisão por embriaguez ao volante registrada em 2025, um empresário afirmou ter sido alvo de uma tentativa de atropelamento provocada pela estudante meses antes da morte do idoso. Paralelamente, a defesa apresentou laudos médicos que apontam que a jovem é diagnosticada com transtornos psiquiátricos e fazia tratamento especializado.
O mais recente relato veio de um empresário de Porto Velho, que procurou a polícia após reconhecer a estudante nas notícias sobre o caso.
Segundo ele, o episódio aconteceu após uma colisão envolvendo dois veículos. De acordo com o relato, a estudante teria apresentado comportamento agressivo durante a discussão provocada pelo acidente e, em seguida, acelerado o carro em sua direção, obrigando-o a correr para evitar ser atingido.
O empresário afirmou que registrou boletim de ocorrência na época e decidiu tornar o caso público após a morte de Odair, por acreditar que o comportamento apresentado pela estudante não foi um fato isolado.
O histórico da estudante já havia chamado a atenção após a divulgação de um processo ocorrido em maio de 2025.
Na ocasião, ela foi presa por dirigir sob efeito de álcool em Porto Velho. O caso foi resolvido por meio de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), que previa o cumprimento de medidas impostas pela Justiça, entre elas restrições relacionadas à condução de veículos.
Esse antecedente passou a integrar as investigações após o atropelamento que terminou na morte do aposentado.
Em meio à repercussão do caso, a defesa da estudante apresentou laudos médicos informando que ela possui diagnóstico de transtornos psiquiátricos e realizava acompanhamento com profissionais de saúde.
Segundo os documentos, a estudante fazia tratamento contínuo e utilizava medicações prescritas para controlar os sintomas.
Os advogados sustentam que o quadro clínico deve ser considerado durante a condução do processo e na avaliação sobre sua responsabilidade penal. Até o momento, porém, não há decisão judicial que reconheça eventual incapacidade decorrente das condições de saúde apresentadas.
A Polícia Civil segue reunindo depoimentos, imagens de câmeras de segurança, vídeos gravados por moradores e registros de ocorrências anteriores para verificar se existe um padrão de comportamento envolvendo a investigada.
O material será incorporado ao inquérito, que busca esclarecer todas as circunstâncias que antecederam a morte de Odair Brustolin e definir a responsabilização criminal da estudante.
Enquanto isso, Vitória Caroline Marangoni Schneider permanece presa preventivamente por determinação da Justiça, e o caso continua sendo acompanhado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.
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